Saiba como o novo coronavírus afeta crianças e adolescentes

Fique atento aos sintomas e entenda mais sobre a síndrome rara que pode afetar crianças e adolescentes

Victorya Nascimento Batista*

Sob supervisão de Filipe Vasconcelos

17 de setembro de 2020

Pediatras alertam para a os sintomas do novo coronavírus em crianças e adolescentes e síndrome derivada do vírus.

Com o retorno, gradativo, das aulas em escolas particulares e municipais de São Paulo, pediatras alertam pais para os sintomas da covid-19 e de uma síndrome rara que tem atingido crianças e adolescentes.


Em entrevista para o jornal O Globo, o coordenador de pesquisa do Instituto D’Or, Arnaldo Prata Barbosa, aponta que além dos problemas respiratórios há outros sintomas que podem ser um alerta para a gravidade da situação, por isso toda atenção para:


  • Febre;
  • Dores gastrointestinais;
  • Vômito;
  • E diarreia.

Em casos mais graves, crianças e adolescentes podem ser acometidos por uma síndrome rara, que até o final de agosto acometeu pelo menos 197 crianças e adolescentes.


Conhecida como Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), ela é uma inflamação que pode causar uma série de problemas de saúde, podendo afetar órgãos, como coração, rins, fígado, intestino, cérebro, pele e baço – em casos muito graves da doença pode levar à óbito ou deixar grandes sequelas.


Já em crianças com comorbidades, como encefalopatia não-progressiva e asma, a síndrome tem uma chance maior de desenvolver essa forma mais grave da doença. Porém, o desenvolvimento dessa doença nem sempre é imediato. Segundo Artur Figueiredo Delgado, do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) em entrevista para o portal G1, a SIM-P pode se desenvolver num período de 14 a 30 dias, depois do jovem ter contraído a covid-19.


Lembrando que: mesmo mostrando poucos sinais ou nenhum, crianças e jovens infectados pelo Sars-Cov-2 também podem contaminar outras pessoas, por isso é necessário todos os cuidados para que não atinjam principalmente os grupos de risco. A prevenção é essencial, mas estar atento aos sintomas iniciais é fundamental para que a situação não se agrave ainda mais. A transmissão do vírus se dá pelo ar, por meio de secreções respiratórias ou pelo contato direto com essas secreções através dos olhos, nariz ou boca.